sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Coluna ZooPet - Os coloridos Periquitos Australianos - Por Dr. Rodolfo Godoy


Os periquitos-australianos foram relatados pela primeira vez por George Shaw e Frederick Nodder, dois importantes naturalistas do século XIX. Mas foi somente no ano 1840 que John Gould, um ornitólogo e naturalista inglês, levou alguns exemplares desta ave à Europa. Rapidamente, a partir do ano 1850, por serem de fácil domesticação e adaptação a gaiolas, passaram a ser comercializados em larga escala. Porém, graças à grande procura começaram as exportações de aves selvagens. Mais tarde, em 1894, a prática foi proibida, resolução que dura até os dias de hoje, sendo que boa parte dos periquitos hoje comercializados provém de cativeiro. De acordo com avaliações do mundo pet, ocupando o terceiro lugar em animais de estimação, os periquitos representam essa pontuação.

Muito comum pessoas quererem adotar um animal de estimação e buscar uma companhia quando se sentem solitárias. Normalmente, os bichos mais adotados são cães e gatos, famosos por serem ótimos animais domesticados. Porém, o que pouca gente sabe é que o periquito, uma pequena ave, é considerado o terceiro mais presente nas casas ao redor do mundo (www.canadopet.com.br).

O periquito-australiano ou periquito-comum ou, no popular brasileiro, ave-undulata, conhecido cientificamente por "Melopsittacus undulatus", é uma pequena espécie de ave psitaciforme de cauda longa, pertencente à família Psittacidae, que se alimenta de sementes e é a única espécie do gênero Melopsittacus (fonte: Wikipédia).

Nome científico: Melopsittacus undulatus
Expectativa de Vida: 5 – 10 anos (em cativeiro)
Número de Ovos: 4 – 6
Peso: 30 – 40 g (Adulto, na natureza)
Classificação superior: Melopsittacus
Comprimento: 18 cm (Adulto, na natureza)

Na natureza vive em grandes bandos, e outra característica é o fato de emitir vários sons durante o voo e quando está repousando em galhos de árvores. Em condições climáticas favoráveis, é possível verificar uma grande colônia de periquitos ali habitando. Caso o espaço anterior venha a se tornar seco, tende a migrar para áreas mais frescas e com maior abundância de grãos e sementes.

Está intimamente ligado com o lóris e o papagaio-do-figo. Eles pertencem ao grupo de periquito, um termo não taxonômico que se refere a qualquer papagaio de pequeno porte com cauda longa, plana e cônica. Tanto em cativeiro quanto na natureza se reproduz de forma oportunista e em pares.

SEXAGEM DOS PIRIQUITOS: Identificar o sexo de um periquito australiano é relativamente fácil pois não precisa de sexagem por DNA basta olhar a cera(nariz) e pode ser identificado com certeza até o terceiro mês de vida, mas ao contrário do que muitos pensam a fêmea não têm o nariz rosa e os machos não têm só azul. 




PRINCIPAIS DOENÇAS DOS PIRIQUITOS AUSTRALIANOS:

1 - Sarna knemidocóptica: O ácaro do gênero cnemidocoptes é o responsável por esta doença tão comum nos periquitos australianos, que provoca uma hiperqueratose ou o engrossamento da pele das patas e da cera do bico.

2 – Ausência de iodo na alimentação: A falta de iodo na dieta pode afetar os periquitos que consomem exclusivamente uma mistura de sementes pouco variada, sobretudo quando a fração mais abundante é o milho.

3 – Clamidiose: A infeção bacteriana por Chlamydia psittaci pode ser subclínica, sendo os nossos periquitos portadores sem sintomas. Geralmente se desenvolve após situações de estresse (superlotação, mudanças ambientais, doenças, falta de higiene). Excretada nas fezes, urina, secreções nasofaríngeas e nasais, e pode originar portadores crônicos que a eliminam de forma intermitente transmitindo ao ambiente, contagiando os seus congêneres.

Quais são os sintomas da clamidiose aviária?
• Os sinais respiratórios e, por vezes, hepáticos são indicativos, entre outros, desta infecção:
• Conjuntivite
• Dispnéia (dificuldade em respirar, bico abert
• Ruídos respiratórios
• Biliverdinuria (fezes e urina de cor verde, o que pode indicar uma infecção do fígado)
• Diarréia • Em casos mais graves, apatia, letargia e anorexia

4 - Parasitas internos: Não é habitual existir uma parasitose interna nos nossos periquitos de companhia, mas pode se observar em aves que vivam em voadeiras com chão de terra e com um número elevado de aves.





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