terça-feira, 27 de outubro de 2020

Coluna ZooPet - A importância das vacinas para cães - Por Dr. Rodolfo Godoy


Antes de iniciar a leitura deste pequeno texto, se faz necessário entender o conceito de vacina. Vacina são substâncias biológicas, preparadas a partir dos microorganismos causadores das doenças (bactérias ou vírus), modificados laboratorialmente, de forma a perderem a sua potencia de provocar doença.

Ao ter um animal de estimação, além do carinho e da atenção, é preciso se comprometer com os cuidados necessários à saúde dele. Para isso, o mais aconselhável é prestar atenção às vacinas, que devem ser tomadas já nos primeiros meses de vida do cão (e, periodicamente, até o resto da sua vida). A freqüência e as vacinas ministradas são informadas pelo veterinário. Além disso, é aconselhável aderir às campanhas de vacinação municipais, que aplicam a vacina anti-rábica, realizada obrigatoriamente uma vez ao ano. As vacinas que devem constar no calendário de vacinação do seu cachorro são as vacinas múltiplas ou polivalentes, v8 e v10, e a vacina anti-rábica, dependendo da situação epidemiológica ainda tem as vacinas de leishmaniose, giárdia e gripe canina, que são consideradas não essenciais.

As vacinas v8 e v10 protegem os cães de doenças consideradas graves: cinomose, hepatite infecciosa canina, parvovirose, leptospirose, adenovirose, coronavirose e parainfluenza canina. Somente após a última dose da vacina V8 ou V10 o filhote estará protegido, podendo passear na rua e ter contato com outros animais. Já a vacina contra raiva, iniciando a partir de 04 meses de idade e repetindo anualmente durante toda vida do seu cão.

Raiva - É uma zoonose que possui virtualmente 100% de letalidade uma vez que os sintomas se manifestem. A transmissão ocorre por meio de contato com saliva de mamíferos infectados, sendo gatos, cachorros e morcegos os mais freqüentemente envolvidos. A vacinação de animais domésticos tem mudado a epidemiologia da transmissão, determinando uma maior participação de animais silvestres nos casos notificados.

Segundo uma revisão recente, entre os anos 2000 e 2017, ocorreram 188 casos de raiva humana no Brasil, sendo a maioria em homens (66,5%) e em moradores de áreas rurais (67%). Embora as idades tenham variado de 1 a 82 anos, o grupo mais afetado foi o de menos de 15 anos de idade (49,6%). Mordidas de animais foram a exposição mais comum, atingindo principalmente múltiplas áreas do corpo (21,2%), pés (20,2%) e mãos (17%). A maior parte das notificações ocorreu no Nordeste, sendo os estados do Maranhão, Pará e Ceará os com maior número de casos.

No caso da vacina de leishmaniose procure saber se já foi aprovada pelo MAPA, e algumas exigem que o animal apresente a seguinte situação: “É obrigatório o exame sorológico negativo e exame clínico antes da vacinação, certificando que o animal não apresenta nenhum sintoma clínico da doença”.

A giárdia canina ou giardíase é uma doença que afeta o trato intestinal e seu cão pode ficar bastante debilitado, pois as dores de estômago, os vômitos combinados a diarréia intensa que pode até ter presença de sangue podem causar uma desidratação grave. Porém, é fundamental ter em mente que a vacina não evita 100% a infecção, embora ajude a prevenir.



A gripe canina de maior freqüência durante as estações chuvosas é uma doença que ainda desperta várias dúvidas em alguns tutores. Bastante parecida com a gripe humana, essa enfermidade respiratória não costuma ser grave. Mesmo assim, é preciso ter cuidado! Assim como acontece conosco quando estamos gripados, a falta de cuidados contribui para a evolução da doença para problemas mais sérios, como a pneumonia.

Calendário indicado para a imunização do seu cão



As vacinas possuem grandes diferenças no que se diz respeito à qualidade. Lamentável dizer, mas vacinas nacionais (não éticas) não fornecem grande proteção aos nossos cães, existem diversos relatos que mesmo seguindo as datas corretas de vacinação os cães ficam doentes, já as importadas (éticas) não acontecem isso. Alguns fatores são responsabilizados por essa situação, como: armazenamento e atualização de cepas vacinas.

No tocante para conservação das vacinas o correto é a temperatura entre 2 a 8°C sãas requeridas para manutenção da qualidade. Isso envolve desde a fabricação da vacina até a sua retirada de CâMara climatizada ou refrigerador para aplicação. Temperaturas superiores a 8°C podem provocar morte de agentes vivos e desestabilização de antígenos mortos, ou seja, a vacina pode não funcionar. Temperaturas inferiores a 2°C podem resultar em alterações físico-químicas, como precipitação de adjuvantes e rompimento de bacterinas, resultando em mais reações locais ou sistêmicas às vacinas. Nas vacinações feitas em domicílio, o cuidado com a manutenção de temperatura deve ser reforçado.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Para acessar postagens mais antigas clique aqui

Para acessar postagens mais antigas clique aqui