segunda-feira, 25 de maio de 2020

Aceita um cafezinho? - Por Leniclécio Miguel

Há alguns meses fui a uma churrascaria com rodízio de carnes, me confraternizar com amigos. Carnes suculentas passando frente aos nossos olhos, buffet com variedades de acompanhamentos, atendimento acima da média. Sobremesa? Cada uma melhor que a outra. Exagerei. Digo, exageramos.

- Garçom, uma água com gás, por favor.
- Pois não, senhor.

Quem sabe assim, depois de uns "arrotos", desculpem a indelicadeza, mas não encontrei outro nome para esta ação de devolver o gás produzido em meu estômago, para fora; assim estaria mais confortável. Por fim, o garçom nos vendo e ciente de que estávamos fartos, excedidos, cheios, veio até nossa mesa e nos ofereceu um cafezinho.

- Com licença, aceitam um cafezinho?

Um oferecendo ao outro, por fim, 4 cafés. Tomamos, naquelas xícaras minúsculas, de um gole só.

- Garçom, a conta por favor.
- Pois não.

Então a conta chega, e "para a nossa alegria", os cafés tinham sido cobrados, e bem cobrados. R$ 5,50 cada + 10% da gorjeta, R$ 6,05. Pagamos R$ 24,20 em 4 xícaras minúsculas de café. O rodízio custou R$ 29,90 por pessoa. Então, fiz essa continha básica: a cada 5 pessoas que tomam 1 cafezinho, a churrascaria vende o suficiente para 1 rodízio. Logo, calcula-se 500 pessoas em um dia de sábado, e se 400 aceitam o cafezinho, isso gera uma receita de R$ 2.400,00... por dia! Somente neste: "aceita um cafezinho?".

Conheço cafeterias que não faturam isto em 10 ou 30 dias acumulados.

A lição: agregar produtos ao seu carro-chefe. Vende pizza? Sapatos? Camisas? Medicamentos? Veja o que combina, e ofereça. Mas ofereça de forma gentil e com sutileza, afinal de contas, "o cafezinho não é de graça".

Leniclécio Miguel – Professor acadêmico, consultor de empresas, comunicador social.

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