terça-feira, 10 de março de 2020

Os 125 anos de Dr. Alberto Baptista d'Oliveira

Dr. Alberto d'Oliveira (Acervo/Dr. Lucidio)
Se vivo estivesse, Dr. Alberto d'Oliveira estaria completando 125 anos nesse 10 de março. Um dos homens mais importantes da história médica e política de Bonito, Dr. Alberto deixou um grande legado. Até hoje, sua família é uma das mais respeitadas de Bonito.

Conheça um pouco da história desse homem que tem seu nome gravado nos anais da história bonitense.

Alberto Baptista d'Oliveira, nasceu no dia 10 de março de 1895 no Recife, capital pernambucana. Era filho de Floriano d'Oliveira e de Beatriz Guilhermina.

Iniciou os estudos primários com sua genitora, e, posteriormente, com a sua tia, Tereza Miranda. Concluiu o curso primário em 1908, matriculou-se, em seguida, no Ginásio Pernambuco, onde fez todo o curso de Humanidades. Este curso tinha duração de seis anos, e, após concluído, conferia ao aluno o título de Bacharel em Ciências e Letras. Concluídos os estudos de Humanidades, optou pelo curso de Medicina, para tal intento, era necessário fazer o exame de admissão (espécie de vestibular) no Rio de Janeiro, para onde viajou, em 1914.

Não logrando aprovação, regressou a Pernambuco. Em 1915, voltou aquela cidade, afim de prestar o tal exame, tendo sido aprovado com pontos elevados. Desta feita, matriculou-se no curso médico iniciando a sua graduação.

Dr. Alberto (Acervo/Dr. Lucídio)
Quando cursava o sexto ano, por intermédio do Dr. Henrique Autran, serviu na Saúde Pública, como acadêmico vacinador. Depois, frequentou a Nona Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia, bem como, a Décima Terceira de Cirurgia, além da Maternidade das Laranjeiras.

No dia 29 de dezembro de 1920, recebeu das mãos do Dr. Alfredo Pinto, à época Ministro da Justiça,
o diploma de Médico. Antes do evento, defendera tese, sob rigorosa banca, presidida pelo professor Nascimento Gurgel. Em seguida, embarcou para Pernambuco, em 11 de janeiro de 1921, sendo aqui recebido pelos parentes. Na impossibilidade de clinicar no Recife, procurou o interior. esteve esteve em Itambé, onde permaneceu apenas quinze dias. Regressou ao Recife, encontrando-se aí com o Bel. Renato Fonseca, Juiz Municipal do Bonito, o qual o incentivou a clinicar nessa cidade.

No Bonito foi recebido calorosamente, no dia 11 de abril, pelos senhores Juiz Municipal, Promotor Público Dr. Nestor Varejão, pelo Delegado de Polícia e inúmeras pessoas. Casou-se na Igreja de São Sebastião no dia 25 de fevereiro de 1924, com a Professora Pautila Jordão.

Quando da inauguração do Hospital São Vicente de Paula, assumiu sua direção até 14 de novembro de 1930, quando a revolução o demitiu da Profilaxia Rural, e, por esta razão, da diretoria do Hospital bonitense.

Apoiado pelo Cel. Joaquim Roberto Pereira, foi eleito Prefeito do Bonito em 1925, assumindo a chefia da municipalidade em 15 de novembro daquele ano, desempenhando o cargo por três anos. ao tempo do Estado Novo, foi nomeado Prefeito do Bonito, em 1944, pelo então Interventor Agamenon Magalhães.

Família do Dr. Alberto Baptista d'Oliveira  (Acervo/Dr. Lucidio)

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