domingo, 2 de fevereiro de 2020

Saudades de Fevereiro - Por Lau de Neco Ouro

Carnaval em Bonito década de 60 - Foto: Acervo Pessoal/Dr. Lucídio Oliveira
Final da década de 60, as comemorações da Festa de São Sebastião chegava ao seu final, as barracas que ficavam por trás do mercado público, nas ruas próxima a praça e em volta da mesma, eram desmontadas e com elas o parque de diversões com suas canoas e onda giratória; Roda gigante era coisa pra inglês ver, não posso esquecer dos palanque do pastoril, banda de música e por fim o de arrematação.

As gambiarras eram transferidas para Av. Dr. Alberto, desta feita para atender a festa de momo, o carnaval um dos melhores de Pernambuco naquele época, nos poste de energia elétrica da Avenida eram colocadas caricaturas de pessoas que tiveram destaque durante o ano e algumas outras que amavam o carnaval.

Bonito estava em festa novamente, três semana antes dos dias de momo, tínhamos os ensaios dos blocos acompanhados da banda de musica Santa Cecília como destaque as Flores e Lenhadores, o Bumba Meu Boi, Pavão Misterioso, as Laursas e algumas outras atrações, ano mais tarde tivemos a escola de samba Maguary.

Os baile no Grêmio Polimático, sede da Maguary ainda na Rua Estreita, na sede das flores, onde foi mais tarde o forró de Jaime, a sede dos Lenhadores, nos fundos do cemitério, a sede do Pavão Misterioso de Antonio de Herminia, no bairro do Jucá, a sede do Bola de Ouro na cachoeira.

Durante os três sábado (Feira), se vendia de tudo nas lojas; Máscara, talco, confete e serpentinas, lança perfume, roupas coloridas e para a meninada os óculos plásticos que era um sucesso, sem contar com a lança de plástico para brincadeira de molha, molha (Banho), bares e lojas tinha um movimento espetaculares até as oficinas mecânicas tinha uma melhora no seu faturamento com a instalação dos apitos no carros em especial nos Jeep's. Uma oficina de destaque para esse tipo de serviço era a de Nestor Moura.

Chegava finalmente o Sábado de Zé Pereira, uma boa parte das famílias bonitenses lotavam as calçadas da Avenida para assistir a entrega da chave da cidade ao Zé Pereira. Girândolas de fogos abrilhantava aquela noite de fevereiro. Quatro dias de festa sem ocorrência policial, o que chamava atenção das cidades que fica em volta de Bonito, que vinham brincar com o povo de Bonito, gente de Bezerros, Camocim, Barra, São Joaquim, Sairé, Caruaru, Agrestina. BONITO ERA SÓ FESTA.
 

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