quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Praça receberá nome de Rildo Enfermeiro

Foto: Xande XP
A Praça recém construída pela Prefeitura de Bonito através da Secretaria de Obras, localizada por trás do Hospital Dr. Alberto d'Oliveira receberá o nome do Enfermeiro Rildo de Albuquerque César, o popular Rildo Enfermeiro. A autoria do Projeto de Lei é do vereador Dr. Edmilson Henauth.

Rildo de Albuquerque César (1921-1990), filho de Antônio de Albuquerque César e Isaura Lacerda de Albuquerque César, nascido no dia 15 de junho de 1921. O nascimento teve lugar na Várzea em Recife-PE, na Praça Pinto Damaso, N° 1922. Seu falecimento foi em Recife no dia 19 de janeiro de 1990, sendo velado na Igreja N. S. da Conceição e enterrado no Cemitério Municipal “Padre Cícero do Juazeiro” em Bonito-PE.

Logo após que nasceu, seus pais saíram de Recife e foram morar em Canhotinho-PE, ficando ele até seus 06 anos de idade. Em seguida, seu pai já viúvo de Isaura Lacerda de Albuquerque César, foi morar em Bezerros-PE entre 1927/1928, onde trabalhou como farmacêutico no centro da cidade.

No ano de 1928, seu pai foi morar de vez em Bonito-PE, onde se casou com Celina Menezes César (1929), passando a trabalhar no cartório da cidade e logo depois nomeado Tabelião Público. O Senhor Rildo de Albuquerque César morou em Bonito por 62 anos (1928-1990).

Durante a década de 1930, ele com aproximadamente 11 anos de idade (1932), foi estudar em Caruaru-PE, no “Gymnásio de Caruaru”, hoje Colégio Diocesano de Caruaru, inaugurado no dia 02 de fevereiro de 1927 na então Praça Juvêncio Mariz, passando a funcionar em regime de internato e externato, com os cursos Jardim da Infância, Primário, de Admissão ao Ginásio e Secundário, localizado à época no centro da cidade. Estudou lá até o final da década de 30, voltando para Bonito.

Em 1941, como voluntário na Primeira Bateria Independente de Metralhadora Antiaérea, logo em seguida, integrou a Unidade que se deslocou de sua sede em Natal-RN, indo para o litoral do mesmo estado, por ordem do escalão superior, no período de 13 de abril de 1943 a 14 de janeiro de 1944, quando efetivo em plena 2ª Guerra Mundial, do Primeiro Grupo do Terceiro Regimento de Artilharia Antiaérea, perfazendo um total de tempo de serviço efetivo em guerra de 02 anos, 02 meses e 10 dias, considerado ex-combatente da 2ª Guerra Mundial aos 23 anos.

Logo após sua saída do Exército Brasileiro em 1944, voltou para a casa de seu pai em Bonito – PE. Por volta de 1946, com 25 anos, a pedido de seu pai Tabelião Antônio de Albuquerque César, recebeu por parte de Dr. Alberto d’Oliveira o convite para trabalhar no Hospital da cidade, hoje “Hospital Dr. Alberto d’Oliveira”. À época, ele possuía noções básicas de enfermagem adquiridas no período de sua permanência como militar do exército brasileiro.

Trabalhou no Hospital até se aposentar em 1980, contados 34 anos de pleno exercício de sua função pública: Enfermeiro. No período em que trabalhou, exerceu diversas funções como: foi encarregado de ir todo mês à Recife buscar o dinheiro para pagamento dos funcionários, bem como, levar e trazer documentos administrativos do hospital; foi auxiliar instrumentista de cirurgias, foi responsável pelo Banco de Sangue do Hospital por um longo período, entre outras funções de enfermagem.

Os principais médicos com quem ele trabalhou: Dr. Alberto d’Oliveira, Dr. Lucídio José de Oliveira, Dr. Xisto Zeno Valones, Dr. Edenilson Barbosa Gomes (Dentista), Dr. Fernando Braga. Enfermeiros colegas de trabalho: Enf. José, Enf. Carvalho, Enfª. Dona Santa, Enfª. Graciema Nunes, Senhora Socorro Cardona (Agente Administrativo), entre outros.

O senhor Rildo Enfermeiro, como era conhecido e chamado, e sua esposa, Maria José Coelho César, bonitense, ficaram noivos no domingo, dia 20 de fevereiro de 1949, no Engenho Burarema, Município de Barra de Guabiraba - PE. Casou-se no dia 05 de fevereiro de 1950, no domingo, na Matriz Nossa Senhora da Conceição, pelo Padre Everaldo Bezerra, na paróquia de Bonito-PE e tiveram cinco filhos: Humberto Coelho César, em 1951; Sandra Maria Coelho César, em 1952; João Coelho César, em 955; Tânia Maria Coelho César, em 1957; e Duarte Coelho César, em 1966.


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