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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Coluna ZooPet - Consumir leite cru merece cuidado - Por Dr. Rodolfo Godoy

Fonte: food safety Brazil, 2015
O leite de animais domesticados forma parte da alimentação humana adulta em alguns países: de vaca, principalmente, mas também de ovelha, cabra, camela, búfala. Este produto é a base de numerosos laticínios, como a manteiga, o queijo, o iogurte, entre outros.

É muito frequente o uso de derivados do leite nas indústrias alimentícias, químicas e farmacêuticas, em produtos como o leite condensado, leite em pó, soro de leite, caseína ou lactose. Este formidável produto é rico água, proteínas e gorduras. Mas necessita ter cuidado quando consumido cru.

Leite cru é o leite que foi retirado das tetas e não passou por um processo de pasteurização ou UHT, que submetem o mesmo a temperaturas altas durante algum tempo para eliminar microrganismos patogênicos ao humano. Ou seja, o leite cru é o leite que se toma “direto do animal”. Ao ingerir um leite que não passou por um processo térmico adequando, você pode colocar sua saúde em risco, pode conter tais bactérias como: Salmonella, Campylobacter, E. coli e outras.

Os leites de vacas e búfalas são os mais consumidos pelo homem, porém ambas espécies podem transmitir a brucelose e tuberculose para o homem, através do leite, quando são consumidos crus.

A brucelose humana é causada por bactérias do gênero Brucella spp. da família Brucellaceae. Possui alta prevalência em ambientes ocupacionais e é citada na lista de doenças relacionadas ao trabalho, segundo a Portaria nº 1.339/1999, do Ministério da Saúde, é responsável por incapacidade para o trabalho ou diminuição do rendimento profissional, atinge principalmente trabalhadores que manejam animais e da cadeia de produção de laticínios, carnes e seus derivados.

Já a tuberculose nos países em desenvolvimento, as comunidades enfrentam um maior risco de infecção pelo Mycobacterium bovis, devido ao maior grau de exposição dos seres humanos aos animais, particularmente no que concerne ao consumo frequente de leite não pasteurizado e de produtos lácteos derivados de rebanhos que não possuem controle sanitário da tuberculose bovina.

No Brasil o regulamento técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal - PNCEBT, instituído em 2001, recentemente foi revisto pela Instrução Normativa SDA nº 10, de 3/03/2017. O programa tem por objetivo reduzir a prevalência e a incidência dessas doenças em bovinos e bubalinos, visando a erradicação.

Todo animal que apresenta resultado positivo em testes de diagnóstico de brucelose e tuberculose deve ser marcado com “P” no lado direito da face e eliminado (abatido ou destruído) em 30 dias. O médico veterinário habilitado é o responsável por esta identificação e eliminação destes animais positivos



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